Planta Símbolo



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Prepusa hookeriana Gardner

Conhecida popularmente como “cravina-do-campo”, esta belíssima Gentianaceae de flores vistosas pelo cálice avermelhado ou rosa e por sua corola campanulada branco-rosada ou branco-creme, foi descrita por Gardner no ano de 1842, em homenagem ao botânico britânico W.J. Hooker (1785-1865).

Esta espécie rupícola, heliófila é endêmica do estado do Rio de Janeiro e ocorre exclusivamente em Campos de Altitude (formações campestres montanhosas) e em Afloramentos rochosos em áreas altas entre 850 a 2700 m, associados ao bioma Mata Atlântica, sendo restrita à região central da Serra do Mar fluminense, a Serra dos Órgãos.

Apesar de ocorrer em áreas protegidas (Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Parque Estadual dos Três Picos, Área de Proteção Ambiental da Região Serrana de Petrópolis), este táxon foi avaliado como “Em perigo”- EN, devido ao impacto de atividades antrópicas nos seus habitats específicos. Os Campos de Altitude da Mata Atlântica estão sujeitos a ameaças como "agricultura de altitude", o isolamento das áreas decorrente da expansão urbana e de atividades ecoturísticas onde se situam as maiores subpopulações da espécie. Por outro lado, a maior ameaça nas áreas de ocorrência de P. hookeriana são os incêndios anuais intensos e frequentes, que se alastram impulsionados pelo alto poder de combustão de capins invasores (Urochloa sp. e Melinis sp.). Estima-se que mudanças climáticas já estejam ocorrendo na região, em vista da alteração do regime de chuvas e do prolongamento da estação seca, o que também promove o aumento a frequência de incêndios.

Considerando que esta espécie é de difícil cultivo fora de seu habitat natural, é importante que haja investimentos em planejamento e ações de conservação dos Campos de Altitude da Mata Atlântica.

Texto: Raquel Negrão e Elsie Guimarães